Apesar de o governo federal ter acelerado a liberação de emendas orçamentárias e oferecido um lote extra aos parlamentares, partidos ampliaram nesta terça-feira (9) a lista de exigências, atrasando o início da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara. Com isso, a análise do texto, que é a prioridade legislativa do presidente Jair Bolsonaro, corre o risco de não acontecer nesta terça – parte das siglas do centrão, inclusive, defendem que ela não ocorra nesta semana.

Apesar de na campanha ter adotado o discurso de que colocaria fim ao toma lá dá cá na relação com o Congresso, o governo ofereceu a cada parlamentar fiel um lote extra de R$ 20 milhões de emendas (em um total de mais de R$ 3 bilhões), que é o direcionamento de verbas do Orçamento para o reduto eleitoral dos parlamentares.

Além disso, acelerou o empenho – que é o registro oficial de que pretende executar aquele gasto – das emendas ordinárias, conforme mostrou a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, nesta terça: liberou quase R$ 1 bilhão na véspera da votação. Tudo isso não foi suficiente para obter até o momento o apoio mínimo de 60% dos deputados (308 dos 513 votos).

Fora o Absurdo

Em sua conta no Twitter o senador Rodolfo Rodrigues comenta o Absurdo “O relator da LDO colocou um subsídio de R$ 3,5 bilhões p/ o Fundo Eleitoral de 2020! Todo esse dinheiro será destinado para o financiamento de campanhas ano que vem!
Em pleno esforço fiscal e Reforma da Previdência, destinar 3,5 bilhões para o Fundão é um disparate!”

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Com informações da FSP/Twitter RD