HISTÓRICO DE ORLEANS

Nasceu no Império de D.Pedro II, com a criação de uma nova colônia, um dote de terras de 98 léguas, presente de casamento do Imperador à Princesa Isabel e ao Conde’Eu. O nome Orleans foi escolhido pelo próprio Conde, em homenagem à sua cidade natal, na França. Colonizada inicialmente por italianos, a seguir vieram portugueses, alemães, poloneses e letos.

Outrora, servida por estrada de ferro que atendia a região carbonífera, teve sua economia baseada, na época, na agricultura, suinocultura e extração de madeira. Sua privilegiada localização geográfica, entre a Serra e o Litoral, Orleans desde a época era importante entreposto para o comércio. A demarcação original do dote de terras abrangia Orleans, parte de São Ludgero, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, parte de Anitápolis, Armazém, São Martinho e São Bonifácio. O nome e o local exato da cidade foram escolhidos na única visita do Conde à nova colônia, em 26 de dezembro de 1884.

Economia

Atualmente seus maiores destaques são a indústria, a agricultura e o comércio. Na área industrial salientam-se as manufaturas de embalagens plásticas, entre outras não menos importantes. A Agricultura e o Comércio são fortes e pujantes, com acentuada variação, impulsionando, igualmente, o desenvolvimento do Município. A assistência á saúde e o ensino, primário até o superior, são de reconhecida qualidade, proporcionando boas condições de vida à população. Orleans também desfruta de uma das melhores infra-estruturas em seu sistema de águas.

Turismo e Cultura

Em Orleans, Cultura e Turismo estão vinculados, juntamente com a religiosidade da população. A Igreja Matriz Santa Otília, uma das mais belas de SC, e o Morro da Santinha são significativos locais que atraem visitantes da região e de fora dela. As Esculturas do Paredão, de autoria do renomado artista Zé Diabo, que apresentam painéis com passagens bíblicas, são reconhecidas mundialmente no setor turístico, e freqüentemente são citadas na mídia estadual e nacional.

O complexo do Museu ao Ar Livre, único do gênero na América latina, constitui-se em importante centro de atenção turístico-cultural. O Museu resgata todas as fases da colonização de Orleans. Através do seu acervo, registra a vida dos colonizadores, seus instrumentos de trabalho, serrarias, engenhos, casas, móveis e utensílios, entre outros tantos itens. Iniciado em 1974, o Museu só foi concluído em 1980. Na mesma área localizam-se a Academia Orleanense de Letras e o Museu da Casa de Pedra, que também enaltecem a importância cultural e turística de Orleans.

Em toda a beleza natural de Orleans, destaca-se o Morro da Igreja, no interior do Município. Com 1.822 m de altitude, é o mais alto ponto no sul do País. Lá, localiza-se o acidente geográfico denominado Janela Furada. Há mais de 3 séculos, toda aquela região é cercada de lendas e histórias que contam, entre outras, da existência de um tesouro que os jesuítas teriam escondido nas encostas da Serra Geral.

Todos os anos, por ocasião do aniversário do Município, Orleans realiza sua Semana Cultural, quando as manifestações artísticas da população são mostradas, valorizando sempre a história e a cultura. Orleans é conhecida como a Capital da Cultura, denominação advinda da sua grande importância cultural no cenário estadual.