Apesar de uma resposta muito positiva da comunidade, o Setor de Vigilância Epidemiológica do Departamento Municipal de Saúde de Maracajá reforça a importância da vacinação contra a febre amarela. No Cemasas, apenas nesta terça-feira (19), dia de horário estendido até às 21 horas, mais de 280 pessoas foram vacinadas. O outro dia de vacinação é nas sextas-feiras, das 7h30 às 11h30.

As pessoas com idade entre nove meses e 59 anos integram o público alvo da vacinação e as com mais de 60 anos também poderão se imunizar, mas mediante a autorização médica. Em Maracajá, nesta faixa etária, a população estimada é de 5,3 mil pessoas e até esta semana menos de mil foram vacinadas. A cobertura vacinal estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% do público alvo.

Os técnicos do Departamento de Saúde pedem à comunidade que não deixem para se vacinar no horário estendido das terças-feiras. Este horário, salientam, é destinado especialmente para pessoas que trabalham durante o dia e quem tem disponibilidade que utilize os períodos diurnos para vacinação. Na última terça-feira, após as 16 horas, foram vacinadas mais pessoas que durante todo o dia.

Desde o surto registrado em dezembro de 2017, a vacinação para febre amarela foi ampliada para 4.469 municípios. Isso se deu, a partir da inclusão de 940 cidades localizadas principalmente nas proximidades das capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul do Brasil, onde houve evidência da circulação do vírus.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas mais comuns são febre, dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas e cabeça, perda de apetite, náuseas e vômito, fadiga e fraqueza. na forma mais grave da doença podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Por: Assessoria de Imprensa: Prefeitura de Maracajá