O ex-presidente peruano Alan García morreu em um hospital em Lima após dar um tiro na própria cabeça na manhã desta quarta-feira (17). Conforme notícias do G1.

García tinha dois orifícios de bala no crânio, “um de entrada e um de saída”.

A narrativa da reportagem da revista Piauí sobre o caso Odebrecht, nos dá um visão da causa do suicídio de Alan García.

Caso Odebrecht vêm da década de 80.

Documentos entregues à CPI da Petrobras por uma secretária que trabalhou no departamento financeiro da empreiteira em Salvador, nos anos 80, mostram que já naquela ocasião a Odebrecht forrava os bolsos de políticos, funcionários públicos e lobistas não só no Brasil, mas também no exterior. Parte da papelada, comprovantes de remessas de dinheiro a bancos na Suíça e nos Estados Unidos, mostra que eram constantes os pagamentos de algumas centenas de milhares de dólares a contatos no Peru, em Angola e no Equador.

Os dois Governo de García no Peru.

García governou o Peru entre 1985 e 1990, quando foram concluídas as obras da hidrelétrica de Charcani V e do megaprojeto de irrigação de Chavimochic, que levou água a uma região desértica do norte do país.

García foi eleito pela primeira vez aos 36 anos, prometendo reerguer a nação, destroçada pelo terrorismo do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.

Em 2006, García voltou ao governo. Dizia ter aprendido com o fracasso da primeira gestão e prometia implementar uma agenda liberal. No poder, estreitou o relacionamento com empresários, realizou grandes projetos de mineração e de infraestrutura e fez a economia crescer entre 7% e 9% ao ano. Carismático e à vontade no figurino populista, não perdia a oportunidade de, a cada inauguração de obra da Odebrecht, comparecer a churrascos de operários e se deixar fotografar com o macacão da empreiteira.

O Suicídio

García tentou suicídio após a chegada de policiais a sua casa, na capital peruana, para prendê-lo por um caso de corrupção ligado à empreiteira brasileira Odebrecht, pela suposta trama de subornos da construtora brasileira em desdobramento internacional da Lava Jato

Segundo o jornal peruano El Comercio, a Divisão de Investigação de Delitos de Alta Complexidade executava uma operação para prender vários políticos ligados à empreiteira. Os agentes entraram na residência do ex-presidente às 6h25 no horário local (8h25 no horário de Brasília), poucos minutos depois de a Justiça expedir o mandado da prisão preventiva de dez dias. Ao ser avisado da detenção, o político peruano pediu alguns minutos para falar com seus advogados. Pouco depois, escutou-se um disparo.

A manchete da Folha veja paralelo entre o suicídio de Alan García com o de Getúlio, como retratado pelo analista britânico em sua reportagem.

Com informações da revista Piauí / G1 / Elpais / folha / El Comercio

Veja matéria completa sobre o caso Odebrecht da Revista Piauí