Por José Carlos Dias: ABI

A principal proposta apresentada pela Chapa 2: Abi Luta Pela Democracia, que venceu a última eleição na Associação Brasileira de Imprensa – ABI, foi justamente reinserir a entidade na luta em defesa da democracia, tal como sempre se postou na maior parte dos seus 111 anos de vida.

Nesse sentido, coerentemente com o que decidiram os 221 associados que escolheram a chapa vencedora para comandar a entidade no triênio 2019/2022, uma das primeiras decisões da diretoria comandada por Paulo Jerônimo, o Pagê, foi incluir a ABI na Comissão Arns Contra a Violência, criada em março passado, por diversas personalidades com importante participação na luta pela redemocratização do Brasil, na época da ditadura militar.

A ABI já ingressou na Comissão Arns através do colega Juca Kfouri, um dos membros eleitos para o nosso Conselho Consultivo. Nosso ingresso coincidiu com a adesão à comissão de duas outras entidades parceiras da ABI na luta pela redemocratização do país e mesmo depois da Constituinte, como no caso do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor: a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB; e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

Vem do atual presidente da Comissão Arns, o advogado José Carlos Dias, através de uma entrevista a um dos nossos sócios desde a época de Prudente de Moraes, Neto, Ricardo Kotscho, ex-conselheiro da ABI, publicada na edição deste sábado (03/04) na Folha de S. Paulo, o alerta para o risco que a nossa jovem democracia está correndo. Trata-se e um importante alerta para que todos nós estejamos atentos e fortes, na defesa dos princípios democráticos que conquistamos, a duras penas, com a Constituição de 1988, hoje constantemente ameaçada ou descumprida por muitos de nossos governantes e políticos.

Dias, famoso e respeitado advogado criminalista de São Paulo, como muitos colegas sabem por terem acompanhado sua trajetória profissional e política durante seus 80 anos de vida, dedicou-se totalmente à defesa da democracia e, em especial à defesa dos Direitos Humanos. Foi advogado de mais de 500 presos e perseguidos políticos pela ditadura militar. Presidiu, por anos seguidos, a Comissão de Justiça e Paz da arquidiocese de São Paulo, quando ela tinha à frente outro defensor da democracia e dos direitos humanos, dom Paulo Evaristo Arns, ele também sócio da ABI.

Portanto, Dias tem conhecimento suficiente para analisar o momento político que vivemos e fazer o alerta que está fazendo. Motivos mais do que suficientes para o site da ABI reproduzir a sua entrevista ao nosso

Conforme ABI (Associação Brasileira de Imprensa)