RELATÓRIO DA SAÍDA DE CAMPO AO   
   PARQUE NACIONAL DE APARADOS DA SERRA    


UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - 3ª FASE

Acadêmicos:
ETEL DE OLIVEIRA, JÂNIA APARECIDA MACEDO,
MARINELA RAUPP CECHINEL, RENATA COELHO RODRIGUES,ROSA HELENA VIGNALI, SIRLEI ROMAGNA, SÔNIA APARECIDA PEREIRA.

Relatório apresentado à disciplina de Zoologia I,
 solicitado pelo Professor Salomão Romam da Silveira.

APRESENTAÇÃO

(Cânion do Itaimbezinho)

  No presente trabalho, está relatado a saída de campo à Serra Geral onde se localiza o Parque Nacional Aparados da Serra localizado no estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul no dia 19 de novembro de 2000. Onde foi observado alguns cânions, cascatas, rios, trilhas, vegetação, enfim tudo que compõe o ecossistema.
      Percorremos por duas trilhas, onde na trilha do Cotovelo fomos acompanhados de um guia, a na trilha do Vértice fomos acompanhados com o professor Salomão da disciplina de Zoologia I.
     Ao longo da viagem o Professor Salomão nos dava explicações diversas, tanto de sua área específica como também referente as rochas encontradas ao longo do percurso pela serra.
Paarque Nacional de Aparados da Serra 



Grupo de pesquisa: Rosa, Sirlei, Marinela, Etel, Sônia, Renata, Salomão e Jânia.


 

PARQUE NACIONAL DE APARADOS DA SERRA
Originou-se entre 150 milhões e 200 milhões de anos, na época da divisão do continente Godwana, várias erupções vulcânicas chacoalharam este pedaço de terra, levando a terremotos e processos de ruptura do solo, incluindo o aparecimento do Oceano Atlântico. Formaram-se paredões íngremes, aparados pelo magma que saia e resfriava rapidamente, abrindo fissuras na rocha. Hoje, o relevo levemente ondulado das coxilhas é cortado abruptamente por extensos e profundos cânions. Ainda hoje as águas estão trabalhando, abrindo fendas e escavando-os. O Cânion do Itaimbezinho inicia-se estreito e profundo – com 80 m de largura por 300 m de altura – e vai se alargando. E aprofundado ao longo de sua extensão. O termo “Itimbé” tem origem tupi-guarani, e significa pedra cortada, o que descreve muito bem a paisagem de cânions da Serra Geral.

 Vale ressaltar que 47% dos Cânions se localizam em Santa Catarina.

 

Relatório da Saída de Campo

Data: 19/11/2000
Local: Parque Nacional de Aparados da Serra
Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Objetivos:
-  Conhecer o lugar observando todo o ecossistema existente;
-    Coletar material dos rios e solos;
-     Medir a temperatura do ar, solo e água em diferentes lugares no Parque;
-     Observar alguns tipos de rochas;
Materiais Utilizados:
-  Lupa, saco plástico, pinça e vidro.
Desenvolvimento:
      Ao chegarmos ao Parque Nacional de Aparados da Serra, recebemos um manual de como nos comportar durante nossa visita ao Parque. Recebemos também um folders mostrando os mapas das principais trilhas, cânions, cascatas, enfim, uma noção geral da estrutura e das atividades do Parque. Logo então a turma foi dividida em grupos, e distribuído os materiais para podermos fazer as coletas e para auxiliar melhor na observação de pequenas coisas que poderíamos encontrar durante a caminhada pelas trilhas.

     
 
No centro de visitantes do Parque, observamos um mostruário de várias rochas encontradas na região.

 


Mostruário de rochas

      Antes de começarmos a caminhada, assistimos há uma fita de vídeo para obtermos maiores informações sobre o local e para termos uma noção geral de como está localizado e estruturado o Parque Nacional de Aparados da Serra. Onde foi possível observar que o mesmo, foi criado em dezembro de 1959, localiza-se a 186 Km de Porto Alegre com latitude Sul de 29,15º - 29,05º, Oeste de 50,00º - 50,15º, e temperatura de –8ºC a 36ºC. Possui uma área perímetro de 63 Km, hectares de proteção de 10,500 Km e com uma profundidade de 720 m.
      Encontra-se em sua vegetação: Floresta Araucária (ex: pinheiro), Nebular (mata baixa repleta de musgos), Gramíneas, Urtigão e este último concentra umidade (água).
      Sua fauna é variada, incluindo:

·      Gralhas-Azuis: pássaro da família dos corvídeos ( Cyanocorax coeruleus)
·      Papagaios-do-peito-roxo: ave psitaciforme da família dos psitacídeos.
·      Inhambuguaçu: ave tinamiforme da família dos tinamídeos (Cripturellus obsolettus)
·      Jacus: aves galináceas da família dos cracídeos.
·      Beija-flor: ave apodiforme da família dos troquelídeos (Stellula calliope)
·      Tucano-de-bico-verde: ave piciforme da família dos ranfastídeos (Ramphastos dicolorus)
·      Gambás: mamífero marsupial da família dos didelfídeos (Didelphisaurita)
·      Cutias: Mamífero roedor da família dos dasiproctídeos, gênero Dasyprocta.
·      Macaco prego: mamífero da família dos cebídeos, do gênero Cebus.
·      Macaco bugius: mamífero primata da família dos cebídeos, gênero Alouatta.
·      Graxaim
·      Perdiz: aves das famílias dos tinamídeos e fasianídeos. A espécie brasileira é Rhynchotus rufescens
·      Codorna: ave da família dos tinamídeos, gênero Nothura.
·      Quero-quero: ave aquática da família dos caraduídeos (Vanellus chilensis).
·      Curicaco
·      Pumas: mamífero carnívoro da família dos felídeos ( Puma concolor)
·      Jaguatirica: mamífero carnívoro da família dos felídeos(Felis pardali)s
·      Lobo-guará: mamífero carnívoro da família dos canídeos (Chrysocyon brachyurus)

     Antes de sairmos para a trilha, a temperatura ambiente era:
-          Ar: sombra = 23,8ºC
                      Sol       = 26ºC
-          Solo: sombra = 13ºC
                Sol       = 23,9ºC

      A turma foi dividida em três grupos. Cada qual seguiu na Trilha do Cotovelo acompanhados de um guia credenciado chamado Rodrigo Roldão da Rosa.
      Durante a trilha observamos o rio Arroio dos Perdizes, sendo que sua nascente é na Serra Geral, passando no Parque Aparados da Serra, sendo um afluente do rio Mampituba, desembocando no mar. Neste arroio fizemos coleta de água.
      Observamos várias bromélias da família das Bromeliáceas que vivem sobre galhos de árvores, que utilizam como suporte, sem delas nunca depender em seu sistema alimentar. Não sendo parasitas, as bromélias, monocotiledôneas, parecem extrair nutrientes do ar, da poeira e de eventuais bactérias.
      Quando passamos pelo Arroio Preá, medimos a temperatura da água  que estava com 16ºC.
      No decorrer da trilha o guia nos explicou que a mais que mais ou menos 100 anos a economia da região girava em torno da comercialização da Araucária, quase extinguindo-as. Ficando apenas aproximadamente 5 Araucárias que se localizam em lugares de difícil acesso. A proliferação da Araucária só é possível devido a cadeia alimentar, pois a gralha azul e a capivara fizeram o reflorestamento em 70% através do pinhão que eles guardavam para se alimentar.
      A Gralha-Azul é um pássaro da família dos corvídeos (Cyanocorax coervleus), de cor azul, tem a cabeça negra e provida de topete.
     A Capivara é um mamífero herbívoro da família dos hidroquerídeos (Hydrochoerus hidrochoeris), comum no Brasil.

 

 


Araucárias

Araucária

      Árvores de perfil harmonioso e por isso muitas vezes cultivadas como ornamentais, as árvores do gênero Araucária, fornecem madeira branca e macia, e suas sementes, os pinhões, têm alto valor alimentício. Araucária é uma conífera (as sementes não são em frutos, mas reunidas em estróbilos em forma de cone) da famílias araucariáceas. A espécie brasileira, o conhecido pinheiro brasileiro ou pinheiro-do-paraná, é a Araucária angustifolia ou a. brasiliensis.
      Quando estávamos aproximadamente na metade da trilha medimos a temperatura, ao qual estava:
-          Ar: sombra   = 25ºC
                    sol  = 25ºC
-          Solo: sombra = 15ºC
                    sol = 24ºC
      Em um determinado ponto da trilha observamos uma área de estudo do Biólogo da PUC do Rio Grande do Sul chamado Rodrigo da Cunha, que está estudando sobre a Abelha Monoeca Xanthopyga Anthophoridac; Paratetrapedini. Ele ressaltou que essas abelhas vivem de 8 à 9 meses hibernando no solo, no qual formão galerias. Em alguns pontos da trilha devido a compaquitação do solo, criou-se uma concentração de água e vegetação de habitat aquático como: junco (família das ciperáceas e juncáceas), margarida silvestre e outras. Também as vegetações que não se adaptaram a água como as araucárias que morreram.
      Na Trilha do Vértice, percorrendo a beirada do Cânion do Itaimbezinho observamos as lindas quedas d’água da Cascata das Andorinhas. Formada na escarpa do Cânion do Itaimbézinho, onde desagua o Arroio dos Perdizes. Sob a cachoeira, um vão nas rochas permite que as andorinhas vivam ali, entrando e saindo através das águas durante o dia.

 


Cascata das Andorinhas

CONSIDERAÇÕES FINAIS

    O Parque Nacional Aparados da Serra é sem dúvida, um lugar privilegiado por sua flora, fauna, rochas, cânions, cascatas, trilhas, preservação, enfim um ecossistema incomparável.
    A Mata Atlântica, as Matas Araucárias e os Campos são os ecossistemas aí representados, que esbanja uma beleza maravilhosa e atraente por seus vales escavados pelos rios em gargantas ou canhões.
     Acreditamos que a viagem alcançou o objetivo, sendo que a água coletada, será analisada por nós acadêmicos, ao qual remeteremos o resultado da análise ao Biológo responsável pelo Parque Nacional de Aparados da Serra, que nos autorizou a coleta da mesma.


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