Home | Histórico | Dados | Turismo | Imagens
TURISMO
O principal acesso é pela rodovia SC-485, a partir da BR-101.

Atrativos Naturais, culturais e rurais

Em virtude de sua situação geográfica e formação geológica, os 369 km² de área de Jacinto Machado estão recheados de paisagens e formações rochosas areníticas e basálticas que, aliadas a mananciais e à Mata Atlântica remanescente nas encostas, formam cenários singulares e de beleza espetacular.

Dentro deste contexto formado de planícies cultivadas, montanhas e precipícios, vive uma comunidade hospitaleira que desperta para o turismo rural e está se organizando para receber os visitantes em sua propriedades para conhecer seus costumes, seu trabalho, sua gastronomia,seu artesanato e sua história.

Trilhas ecológicas, passeios por canyons, aventuras radicais em meio à natureza e muita adrenalina, monitorados por condutores locais especializados em atividades no meio rural e em meio à natureza, fazem parte das diversas opções de lazer oferecidas pelo município de Jacinto Machado, o ano inteiro.

jm_canyon_fortaleza.jpg (12959 bytes) jm_canyon_fortaleza_casc_degrau.jpg (28482 bytes) jm_canyon_fortaleza_int.jpg (36868 bytes) jm_canyon_fortaleza_int2.jpg (33570 bytes) jm_canyonfortaleza.jpg (23931 bytes)
Canyon Fortaleza


Com 8.200 metros de extensão e mais de 900 metros de profundidade, este é o maior canyon do município e um dos maiores do Brasil. Principal atrativo do Parque Nacional da Serra Geral, o canyon Fortaleza impressiona pela sua imponência, retratando em sua paredes as diversas camadas de derrames basálticos que resultaram na formação da Serra Geral. Escavado pelas forças erosivas da natureza, essas enormes gargantas guardam cenários deslumbrantes em seu interior, onde o difícil acesso é encarado com naturalidade por quem curte grandes aventuras, cuja beleza local faz valer a pena o esforço.

Seu nome provém da semelhança das paredes a muralhas de fortalezas medievais, mas moradores antigos o chamam de Fundo do Macuco, porque antigamente a população de tal ave era extraordinária, sendo alvo freqüente da visita de caçadores.


Canyon da Pedra ou Fundo das Bonecas


Com cerca de 5km de extensão, esta garganta guarda as mesmas surpresas que o Fortaleza, mas tem sua peculiaridades, apesar de ser mais pequeno. Neste roteiro, indiferente dos outros canyons, o esforço da trilha pelo Rio Pai José culmina num cenário fantástico, onde as águas despencam de uma altura de 75 metros, formando a cachoeira Anna Schiratta, cujo nome é uma homenagem à primeira moradora da localidade, esposa de João Babtista Ronsani.

Este é o local onde as chances de vislumbrar animais silvestres, como macacos, bugios, quatis e outros, são bem maiores, em virtude do cuidado preservacionista da família Ronsani, proprietária das terras na entrada do canyon.

Os moradores chamam o local de Fundo das Bonecas pela presença de formações rochosas no alto de uma crista dos paredões, que se assemelham a duas bonecas sobre uma prateleira.


Canyon do Pinheirinho


Formado pelo Rio Pinheirinho, o segundo maior afluente do município, o Pinheirinho é o canyon de paredes menos verticais de Jacinto Machado. Até a enchente do Natal de 1995, muitas famílias moravam em seu interior, cultivando banana e outras cultura de subsistência. Com a catastrófica enxurrada, a maioria delas evadiu-se do local, ficando apenas residências abandonadas.

O evento geológico que afetou a região levou vidas e as marcas dos grandes deslizamentos ainda estão retratados nas paredes e encostas do canyon. Em poucas horas de chuva torrencial, sucessivos deslizamentos trouxeram abaixo tudo o que encontravam pela frente, atulhando o leito do Rio Pinheirinho, formando uma avalanche que foi arrastando o que tinha pela frente, por dezenas de quilômetros, fazendo três vítimas no município. A paisagem ficou transformada até hoje. Apesar da surpreendente regeneração natural, muitos anos ainda passarão para apagar as marcas nas encostas, mas da memória de quem vivenciou o fenômeno, as marcas não se apagarão tão facilmente. Os poucos moradores que ainda residem no local, contam com detalhes como tudo aconteceu, o terror que passaram e falam do medo que têm de que a tragédia se repita.

O trekking pelo interior do canyon Pinheirinho tem grau de dificuldade elevado, como nos demais, e é um grande demonstrativo das forças da natureza.


Comunidade de Engenho Velho

     Situada a 16km do centro de Jacinto Machado, a localidade de Engenho Velho é é a mais completa em atrativos rurais, naturais, gastronômicos e em equipamentos. Três casas funcionam como pousadas na comunidade, uma delas é uma pousada familiar. Os moradores servem comida típica, além de disporem de condutores locais para fazer as trilhas com maior segurança e informação. Cachoeiras, furnas, piscinas naturais e trilhas por montanhas reservam dias de lazer e aventura em Engenho Velho.
     É importante lembrar que todos esses roteiros devem ser reservados com antecedência.


Comunidade de Costão da Pedra

     Além dos Canyons "Fundo das Bonecas" e "Cambajuva", em Costão da Pedra vários atrativos naturais e culturais fazem parte de seu contexto rural. Cascatas como a do Zelindo e a do Rio Seco e as piscinas naturais do Rio Pai José são excelentes alternativas para banho durante o verão. Opções de lazer como trilhas ecológicas, rappel e trekking também fazem parte das atividades na localidade.
     O trekking mais interessante é o da Trilha dos Tropeiros, cujo valor histórico não se retém somente à região, mas faz parte da história do Brasil. Batizado pelos primeiros desbravadores de Caminho dos conventos, pois ligava o litoral Sul de Santa Catarina ao interior de São Paulo. Este caminho partia da foz do Rio Araranguá, nas proximidades do Morro dos Conventos (daí seu nome), avançava em direção à Serra Geral, seguindo a margem do Rio da Pedra até as encostas da Serra Geral. Seu objetivo foi alcançar os campos de cima da serra para chegar a rota dos tropeiros que ligava o Sul do Brasil Colonial a São Paulo. Sua abertura aconteceu em 1728, por Francisco de Souza Faria, conforme documento citado na obra "A História de Araranguá" (Hobold, Paulo - Palmarinca - 1994). No memorial denominado "Notícia", Francisco de Souza relata como foi feita a abertura da estrada, que teve início em 11 de fevereiro de 1728. Neste roteiro, os apelos aventureiro, cultural e cênico se misturam, intensificando a experiência vivida durante o trajeto.
     O tropeirismo se manteve até pouco tempo, mas a trilha continua em atividade por montanhistas, tropeiros viajantes e aventureiros.
     Outros dois caminhos históricos que existem como ligação ao planalto e tiveram grande importância comercial na região por mais de um século são as trilhas da "Serra do Fundo Grande" e da Serra do Pinheirinho.