Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense


 




EVOLUÇÃODO SISTEMA AGRÁRIO DA AMESC

O Extremo Sul Catarinense é caracterizado pela diversidade cultural. A miscigenação das raças é resultado de diferentes correntes migratórias, responsáveis pelo povoamento da região. Enfrentando, toda essa herança cultural, bem diversificada de nossos antepassados, ricas em valores, praticamente desapareceram. 

O sistema fundiário em que se acentuou essa colonização foi o da pequena propriedade, constatando-se que a economia de simples subsistência foi adquirindo feição comercial.
Uma das atividades que mais rendeu no séc. XVIII, foi a produção de farinha de mandioca, inclusive produzindo excedente exportável.

O grande impulso no desenvolvimento econômico e social da região, deu-se em decorrência da abertura da estrada Conventos/Curitiba. Esta nova estrada cortava o vale de Araranguá, seguia do Morro dos Conventos em direção à Serra Geral e daí aos campos de Curitiba.

No final do séc. XVIII, a região destacava-se como grande exportadora de farinha de mandioca, açúcar, aguardente, feijão, milho e banha.


TIPO DE COLONIZAÇÃO

Açoriana:
Diversos pontos litorâneos de Santa Catarina foram ocupados por eles.
Em SC tiveram uma tendência para agricultura em pequenos módulos. As culturas agrárias constituíam a mandioca, o arroz, a cana-de-açúcar, o milho, o algodão, a banana e outros de menor escala, ao lado do pescado, o alimento básico de todo o Açoriano das comunidades rurícolas. Na pesca os Açorianos trouxeram técnicas de construções de embarcações, técnicas de construções de redes, tarrafas e espinhéis. Alemã:
Muitas famílias transmigraram para outras partes de Santa Catarina, especialmente para a região do vale do Araranguá. Esses imigrantes não formaram colônias isoladas étnicas, mas se mesclaram com a população em geral.
A medida que recebiam lotes, passavam a trabalhar em suas terras, com auxílio da própria família. Passaram a plantar alimentos que recaiam sua preferência alimentar, como batata e centeio. Deram início a produção de carne defumada, lingüiça e queijo.

Italiana:
Fundaram a colônia de Criciúma e Nova Veneza. Foi de Urussanga e Criciúma que muitas famílias vieram para o Extremo Sul o qual fundaram a colônia de Turvo.
O movimento colonizador italiano entrou nos vilarejos de Peroba, Retiro da União, Garuva, Maracanã, Vista Alegre, Tenente, Santa Rosa, Timbopeba, Meleiro e etc.
Nos pequenos lotes cultivavam o milho, o arroz, a uva. Tornaram-se grandes produtores de arroz com técnica oriunda da Itália. Cultivam também o fumo.

RECURSOS NATURAIS DA AMESC

Clima:
Temperatura média anual de 15°C a 17°C, com precipitação anual de 1.600mm e com umidade relativa anual de 80%.

Geologia:
- Formação Serra Geral é constituída de rochas de origem vulcânica
- Formação Botucatu é composta de rochas sedimentares representadas por arenitos eólicos.
- Formação Rio do Rastro constituído por rochas de origem sedimentares.
- Formação Terezina composta por depósito marinhos, constituídos por rochas sedimentares.

Relevo:
- Terraço Fluvial: Área plana. Levemente inclinada para os rios.
- Planícies Litor6aneas: Faixa situada na porção Leste.
- Planícies Aluvianas: Superfície plana que fica entre as planícies Litorâneas e os patamares da Serra Geral.
- Patamares da Serra Geral: Ocupa a porção Oeste, as formas de relevo apresentam-se alongadas, avançando sobre as planícies.
- Serra Geral: A direção deste escarpamento é Norte e Sul na porção Oeste de região, apresenta formas de relevos abruptas com profundidade de 500m, formando os canyons.

Hipsometria:
- Faixa de 0 à 20m, abrange todo o litoral.
- Altitude de 200 a 400m, no sentido Norte-Sul no Oeste da região.
- Altitude de 400 a 800m corresponde a região basáltica da Serra Geral.
- Altitude acima de 800m, são encontradas na região Oeste.

Hidrografia:
A rede hidrográfica da região (AMESC) insere-se em duas bacias hidrográficas:
- Bacia hidrográfica do Rio Araranguá: composta pelo Rio Araranguá, Rio Manoel Alves, Amolafaca, Itoupava e outros.
- Bacia hidrográfica do Rio Mampituba: composta pelo Rio Mampituba (este que serve de divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e outros.

Vegetação:
- Litorânea: é predominantemente herbácea e arbustiva, vegetais típicos de dunas, paleodunas e restingas.
- Florestas Tropicais ou Mata Atlântica: ocupa a tensão da região, formada por densas comunidades arbóreas, com grandes arvores.
- Vegetação Nebular: ocorre nos aparatos da Serra Geral, constituída por matinhas baixa e densa, formada por matas medianas e tortuosas com galhos cobertos de musgos.

AMESC
Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense

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Fone/Fax: (48) 3522-0435
E-mail: amesc@amesc.com.br
Website: http://www.amesc.com.br



0 Araranguá
0 Baln. Arroio do Silva
0 Balneário Gaivota
0 Ermo
0 Jacinto Machado
0 Maracajá
0 Meleiro
0 Morro Grande
0 Passo de Torres
0 Praia Grande
Santa Rosa do Sul
São João do Sul
Sombrio
Timbé do Sul
Turvo

MUNICÍPIOS DA AMESC

 Arqueologia do Extremo Sul de Santa Catarina

Ainda hoje, a pré-história dos municípios que atualmente compõem o extremo sul de Santa Catarina é praticamente desconhecida, por causa da falta de levantamentos arqueológicos que possam mostrar as diversas culturas que, no passado, aqui viveram. 
Entre os municípios melhor estudados, estão os de Içara, Araranguá e Sombrio, no litoral. Com relação aos municípios do interior, praticamente nada foi feito até o momento.
No entanto, as informações disponíveis, conseguidas principalmente em sítios arqueológicos existentes em municípios vizinhos, mas situados no Estado do Rio Grande do Sul, já servem para criar um quadro provisório do que teria sido a ocupação mais antiga da região.


[ 1 ] AMESC: Associação dos Municípios do Extremo Sul de Santa Catarina, fundada em 1979, reúne os municípios de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Ermo, Jacinto do Machado, Maracajá, Meleiro, Morro Grande, Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Sombrio, Timbé do Sul e Turvo.